Raspa do tacho


Oitavo filho de uma família italiana do interior de São Paulo, onde cada refeição era um teste de sobrevivência, cresci sendo o mascote, a vela, o "muito maduro pra idade".
Apressado desde sempre, resolvi que seis meses de gestação eram o suficiente e minha mãe, ainda se recuperando do parto surpresa, ouviu do doutor: ou morre ou fica retardado. Teimosa, tratou de instalar a vitrola no meu quarto e colocar Beethoven 24/7. Estimulava o cérebro, diziam. Algum tempo depois ela já se arrependia de ter estimulado demais.
Com muitos irmãos, muita pressão: "tá maluco? Professor ou cientista? A única garantia é que vai ser pobre". Insisti. Algum tempo depois tinha, no laboratório, bactérias, leveduras e bolores e na sala de aula, crianças, jovens e adultos.
Acredito em uma educação com significado, humana e otimizada pela tecnologia. Uma educação Amplificada!


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